Conheça o HUGO

O novo padrão de saúde em Goiás

O Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO) – unidade pública vinculada à Secretaria da Saúde de Goiás – foi criado pelo Decreto 2.740, de 11 de junho de 1987, e estruturado pelo Decreto 3.522, de 19 de setembro de 1990. Em 12 de junho de 1991, a Lei nº. 11.460 alterou a nomenclatura inicial dada à Unidade para Hospital de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz, em homenagem ao médico pediatra que deixou seu nome ligado à medicina goiana.

Seus serviços foram abertos à sociedade em dezembro de 1991, no Governo do Dr. Henrique Antônio Santillo; sendo Secretário de Saúde Antônio Faleiros Filho, Secretário Adjunto Honor Cruvinel e Diretora de Planejamento Maria das Dores Mansur. Seu primeiro diretor geral foi Roberto Luciano Coimbra.

O Hospital tem uma área de 28.541,60 metros quadrados, com 407 leitos de internação (inclusive para observação) e centro cirúrgico com dez salas em funcionamento.

Referência no Planalto Central na área de urgências e emergências, atende todo o Centro-Oeste e outros Estados. Todos os seus leitos são dedicados exclusivamente ao Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital foi idealizado para prestar atendimento em caráter de urgência e emergência.

Ao longo dos anos, o Hospital tem dado suporte à comunidade que necessita de seus serviços de modo a corresponder às expectativas, atendendo às exigências do sistema de saúde. O esforço pode ser ilustrado com casos de atendimentos excepcionais ocorridos na Unidade, de alta complexidade, com resultados de destaque ao longo dos anos.

Em 2001, o HUGO iniciou o trabalho de microcirurgia, que engloba especialidades de ortopedia e cirurgia vascular. No mesmo ano foi reimplantado um braço em um jovem de 18 anos, pelos médicos ortopedistas Dr. Sérgio José Lima e Dr. Ricardo Pereira. Desde então, vários casos vêm acontecendo com sucesso.

Desde 9 de maio de 2012 o HUGO é gerenciado pelo Instituto Gerir.


Homenageados

VALDEMIRO

Pioneiro da medicina pediátrica em Goiânia, aqui aportou em 1952, precisamente no mês de julho, trazido por D. Tânia Póvoa Cruz, sua esposa. Médico, recém-formado no Rio de Janeiro, ali conhecera aquela que seria a mãe de suas quatro filhas: Neusa Maria, Teresa Cristina, Maria Luiza e Flávia.

Natural de Barbalha, Ceará, onde nasceu m 1925, fixou-se em Goiânia e montou clínica pediátrica em companhia de um colega. Sério, probo e estudioso, em pouco tempo conquistava uma vastíssima clientela e se projetava no meio científico da jovem capital.

Ocupou cargo de chefia do Serviço de Proteção à Infância, presidente da Junta Médica do Estado de Goiás e funções outras de grande relevância na vida política, cultural e social da cidade. Foi membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Associação Médica de Goiás. No Country Clube foi um dos 100 pioneiros e exerceu os mais variados cargos na Diretoria, entre os quais a vice-presidência e membro do Conselho Deliberativo.

A notícia da morte de Valdemiro Cruz repercutiu de maneira trágica e dolorosa no quadro associativo do Country e em toda a sociedade goiana.

Seu corpo foi velado em sua residência, no Setor Sul, pelo que há de mais representativo no meio social da cidade, e foi sepultado no Cemitério Jardim das Palmeiras, no dia 21 de maio de 1986, ante a consternação e a saudade de centenas de amigos.

Fonte: Informativo Os Vanguardeiros – Country Clube de Goiânia

Depoimentos da família:

Sua dedicação à medicina lhe rendeu muitas homenagens. Entre elas esta o batismo de um dos hospitais mais importantes de Goiânia: O Hospital Valdemiro da Cruz – que também é conhecido por Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO). A escolha do nome do médico pioneiro é motivo e orgulho para sua mulher, a musicista Maria Luiza Póvoa da Cruz: “A homenagem veio após a morte dele e soubemos que muitas pessoas concordaram com a escolha, pois lembraram do amor que tinha pela profissão. A medicina era para ele um sacerdócio”, declara.

A filha- juíza aposentada e agora advogada – Maria Luíza Póvoa Cruz destacou que a família sempre se sentiu muito honrada com a homenagem, que para ela é mais do que merecedora: “Meu pai era pessoa extraordinária! Foi um grande médico, muito importante para a pediatria em Goiânia.

Valdemiro Saraiva da Cruz nasceu em Barbalha (CE), em 1925. Para realizar o desejo de ser médico, mudou-se para o Rio de Janeiro. Foi também no Rio que conheceu a mulher, Maria Luíza, nascida na cidade de Goiás e que estava na então capital federal para estudar. Em 1952 os dois se casaram e tiveram quatro filhas. Valdemiro se especializou em gastroenterologia e dermatologia infantil e abriu consultório de pediatria na capital. Foi também médico puericultor (que trata de recém-nascidos) do Estado por dez anos e presidente da Junta Médica Oficial do Estado. A filha Tereza Cristina Póvoa da Cunha e Cruz lembra que o pai colocava garrafas de água quente nos berços as crianças prematuras, porque não havia incubadoras na época.

A vida social de Valdemiro foi intensa. Exerceu inúmeros cargos no Rotary Clube de Goiânia, entre eles o de presidente. Foi vice-presidente do Country Clube de Goiânia e recebeu por duas vezes o título de Médico do Ano do Grêmio Lítero-Teatral Carlos Gomes (cujo presidente eterno era o primeiro prefeito de Goiânia, prof. Venerando de Freitas). Morreu aos 61 anos, em 1986, de parada cardíaca.

logo_opopular

Veja matéria …

logo-jusbrasil

Veja matéria …

 

dr.francisco

Francisco Ludovico de Almeida Neto foi o idealizador da primeira Faculdade de Medicina do Estado. Em 1951, após graduar-se na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Francisco Ludovico de Almeida Neto percebeu que Goiânia precisava da própria instituição de ensino na área.

A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi fundada em abril de 1960 e teve como primeiro diretor o seu idealizador, que se manteve na cadeira durante dez anos.

Em 1964, Francisco Ludovico de Almeida Neto fundou o Hospital Santa Genoveva. E em 1988, ganhou o título de Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás.

DADOS BIOGRÁFICOS DE FRANCISCO LUDOVICO DE ALMEIDA NETO

Francisco Ludovico de Almeida Neto nasceu em Itaberaí – Goiás, em 22 de fevereiro de 1927, filho de José Ludovico de Almeida e Iracema Caldas de Almeida.

– Curso primário: Grupo Escolar Rocha Lima, em Itaberaí.

– Curso ginasial: Colégio Anchieta, em Bonfim (hoje Silvânia), de 1938 a 1940, 1.ª, 2.ª e 3.ª séries), e no Lyceu de Goiânia (em 1941 e 1942, 4ª e 5.ª séries).

– Em 1945, prestou vestibular na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro; foi aprovado e iniciou o curso, concluindo-o em 1950.

– Atividade acadêmica complementar por concurso: monitor da cadeira de Anatomia Descritiva e Topográfica, nomeado pela Reitoria da Universidade do Brasil (de 1946 a 1950).

– Auxiliar acadêmico do Serviço de Emergência da Prefeitura do Rio de Janeiro (em 1949 e 1950).

– Auxiliar acadêmico do Serviço de Emergência da Prefeitura do Rio de Janeiro (em 1949 e 1950).

– Atuação acadêmica na cadeira de Técnica Operatória e nos cursos livres de Neurologia do Professor Antônio Austregésilo Filho, respondendo pelas aulas de Anatomia do Sistema Nervoso.

– Em 1951 e 1952, continuou sua formação médica no Rio de Janeiro em Cirurgia Geral, com o Professor Josias de Freitas, e preparou-se em Medicina Clínica e outras especialidades, para atuar como médico em Goiânia, a partir de 1952.

– De 1953 a 1958, foi professor interino de Medicina Legal da Faculdade de Direito de Goiás (com preparo no Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro, Instituto Nina Rodrigues, de Salvador, BA, e no Instituto Oscar Freire, em São Paulo).

– Idealizador e fundador da Faculdade de Medicina de Goiás.

– Professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás.

– Professor Emérito da Faculdade de Medicina da UFG.

– Membro fundador da Academia Goiana de Medicina.

– Membro da Academia Brasileira de Administração Hospitalar.

– Fundador e diretor da Clínica Santa Genoveva, em Goiânia.

logo_ufg

Depoimento do professor Dr. Francisco Ludovico dado a Universidade Federal de Goiás (UFG).
Veja depoimento …

mae-7

Dona Maria Perillo nasceu em Palmeiras de Goiás, no dia 10 de abril de 1938, filha de Augusto Rodrigues Filho e Asmira Pires Rodrigues. Tinha seis irmãos: Augustinho Pires, Eli Pires, Luiz Pires, Mariana Pires, Dinorah e Geralda. Dedicou parte de sua vida trabalhando na recuperação de pessoas viciadas em drogas e de moradores de rua.

Considerada um exemplo de vida para as famílias Pires e Perillo, tradicionais em Palmeiras de Goiás, Maria Perillo criou os quatro filhos – dois homens e duas mulheres – sempre incutindo neles a importância da Educação.

De um casamento de 51 anos com o empresário rural Marconi Perillo, Maria Pires Perillo teve quatro filhos: Marconi Ferreira Perillo Júnior, governador do Estado; Antônio Pires Perillo; Wânia Pires Perillo e Tatiane Pires Perillo.

Nas últimas homenagens à matriarca, coube ao governador Marconi falar do legado da mãe. Ele disse, na Missa de Corpo Presente – celebrada pelo arcebispo de Goiânia Dom Washington Cruz e pelos padres amigos da família, Éverson de Faria, César Garcia e Alcides – que a mãe foi um exemplo de vida, um esteio da família. “Pode ter alguém que tenha trabalhado igual a ela, mas ninguém mais que ela”, disse o governador. E ao enfatizar o espírito de bondade da genitora, finalizou: “Ela era santa até no nome, Maria” – ponderou Marconi, que julga ter herdado da mãe o traço da coragem e o espírito de servir ao próximo.

Fonte:  Assessoria de Imprensa da Governadoria

 

 

 

Nossos diretores

Diretor Geral
Dr. Ciro Ricardo Pires de Castro

Diretor Técnico
Dr. Ricardo Furtado Mendonça

Diretor Administrativo
Franco Monteiro Xavier

Diretor Clínico
Dr. José Joaquim Gomide Neto

Chefe do Departamento Médico
Dr. Nicola Paolo Bertolini

Diretoria de Enfermagem
Fernanda Amaral Silva

 

O que é Organização Social?

São pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades são destinadas estatutariamente ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura, à saúde e à assistência social, qualificadas pelo Poder Executivo para fins de provável formalização de Contrato Gestão.

A Organização Social é apropriada para a execução dos serviços sociais que requerem flexibilidade de gestão e agilidade, sem ter que se submeter às leis de licitação públicas, nem a contratação de pessoal por concurso público.

Isto não quer dizer que a organização não disponha de controles. Ao contrário, existem regras que se adéquam às atividades desenvolvidas pela organização, mas que não acarretam demora, nem utilizam etapas que venham a dificultar ou atrasar a prestação do serviço público à população.

Essas regras não são gerais, mas elaboradas por cada organização, de forma a que sejam resguardados os requisitos de flexibilidade de gestão, agilidade e transparência. Além disso, a Organização Social utiliza controles de empresa privada, principalmente em relação às áreas contábil, financeira, suprimentos e recursos humanos.

Contratos de Gestão

Contrato de Gestão é o instrumento firmado entre o Poder Público e a Organização Social, com objetivo da formação de parceria para fomento e execução de atividades relacionadas ao ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura, saúde, assistência social e gestão de atendimento ao público.

É através dele que o Estado transfere recursos para a realização dos serviços que anteriormente eram por ele prestados, assim como define obrigações e responsabilidades de parte a parte. Essas obrigações vão desde a própria realização do serviço público que está sendo transferido para gerenciamento pela OS, guarda e conservação de patrimônio, regras de controle e, conforme o caso, até a captação de mais recursos no mercado a fim de ampliar a oferta dos serviços à população. Esses recursos podem ser captados através de venda de bilheteria, projetos culturais com incentivos fiscais, doações ou mesmo contribuições de associados e empresas, dentre outras fontes.

Plano de Metas de Produção

No modelo de gestão em parceria com OS, o governo planeja o serviço a ser executado, define as metas de produção e de qualidade, garante os recursos orçamentários para o custeio dos serviços e cobra os resultados previamente definidos em contrato de gestão.

As metas de produção são a quantificação de procedimentos e produtos diretamente relacionados à atividade fim da organização e medem a capacidade da mesma em alcançar índices adequados de prestação dos serviços a que se propõe.

Processo de Monitoramento

Toda a avaliação do serviço prestado pela organização social é monitorado permanentemente por uma área da entidade supervisora, em alguns casos, existe área específica para o controle, noutras é na área formuladora de políticas que tenha afinidade com o tema gerido pela OS.

A Entidade Supervisora é o caso o órgão público que contrata os serviços da Organização Social através do Contrato de Gestão. Essa área responsável pelo monitoramento tem por objetivo acompanhar o desempenho da organização, baseando-se nos indicadores de gestão, qualidade e produtividade que são previstos no Contrato de Gestão estabelecido pela Administração Pública com a organização.

As etapas de controle do modelo OS começam com a qualificação, compreendendo um rol de requisitos sobre: Estatuto, destinação de bens, órgãos colegiados de direção e fiscalização, órgão executivo e regularidade fiscal.

A segunda etapa de controle é realizada permanentemente na fase de monitoramento, que consiste no acompanhamento das atividades previstas no contrato de gestão e na fiscalização da gestão da entidade, especialmente quanto à realização dos gastos no objeto do contrato de gestão e na equidade e economicidade das compras, verificando-se a prática de preços de mercado para os produtos adquiridos pela entidade.

As seguintes atividades são consideradas importantes para serem realizadas durante o monitoramento das OS:

  • Aferição das metas e respectivos prazos;
  • Cobrança de cumprimento de obrigações e responsabilidades;
  • Verificação de situações não previstas;
  • Análise da utilização dos recursos financeiros, humanos e materiais;
  • Acompanhamento das atividades a fim de se verificar a correta aplicação e alcance da política pública;
  • Visitas periódicas;
  • Análise de peritos na área.

O monitoramento e avaliação são de competência dos seguintes Órgãos:

  • Órgão Estatal da área de atuação da OS – em relação ao pactuado, exercendo o monitoramento permanente das atividades, a fim de garantir o cumprimento e a qualidade dos resultados previstos, emitindo pareceres e notas técnicas e relatórios sobre o andamento dos trabalhos;
  • Comissão de Avaliação – em relação aos resultados atingidos, correspondentes ao objeto pactuado no contrato de gestão, como instância superior no âmbito do Órgão Estatal contratante, e como instância de controle social;
  • Órgãos de Auditoria e Controle Interno – em relação à correta utilização dos recursos públicos repassados através dos contratos de gestão, para a realização do objeto pactuado, e na avaliação dos trabalhos de monitoramento realizados pelo Órgão Estatal da área responsável pela OS;
  • Poder Legislativo e Tribunais de Contas – em relação às suas atribuições e competências constitucionais e legais.

Repasses de Recursos Financeiros

O repasse de recursos financeiros é realizado mensalmente, conforme previsão contratual, para o custeio do funcionamento das Unidades, quais sejam: 100% de abastecimento de medicamentos, insumos hospitalares e laboratoriais; manutenção preventiva e corretiva de equipamentos e predial; serviços de vigilância e limpeza; serviços de anestesiologia; serviços de nutrição e alimentação; folha de pagamento de servidores; e outros que a unidade demandar para atendimento de seus usuários.

Do valor inicialmente contratado são realizadas as seguintes deduções:

Serviços contratados pela Secretaria de Estado da Saúde e que continuam sendo utilizados pela Organização Social, tais como telefonia, fotocópias, entre outros.

Valor da folha de pagamento dos servidores efetivos da Secretaria de Estado da Saúde que se encontram prestando serviços nas Unidades sob gerenciamento de organizações sociais.